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FITstuff

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A refeição pós-treino é importante? É, mas não dramatizem!

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“Tão ou mais importante que o treino é o que comes antes e depois!”

 

É uma frase feita, é sim senhor, mas nem por isso deixa de fazer sentido e estar repleta de conteúdo. Hoje, como acabei há pouco de treinar, vou dar umas dicas relativamente à refeição que fazemos depois do treino, no meu caso musculação.

 

O mais curioso é que a refeição pós-treino começa ainda antes do treino. Ou seja, começa com aquela que fazemos antes de treinar. Confuso? Nem por isso… quando acabamos de treinar, os nutrientes que ingerimos antes de treinar são as primeiras reservas que o nosso organismo vai utilizar para começar a recuperar do esforço a que foi sujeito. Mas como isso não basta há que colocar “mais combustível no depósito”.

 

O primeiro mito a desfazer é de que só com batidos de proteína whey se consegue uma resposta adequada

 

Apesar de haver grandes teorias sobre a alimentação a fazer após o treino é até bastante simples e o primeiro mito a desfazer é de que só com batidos de proteína whey se consegue uma resposta adequada. Nada mais falso… as proteínas whey têm o seu lugar mas são completamente dispensáveis se preferimos outro tipo de alimentação ou se simplesmente não temos dinheiro para esse género de suplementos. A sua única vantagem imbatível é de facto a facilidade em ser consumida: basta colocar a quantidade pretendida no shaker, juntar água ou leite e voilá. É prático sobretudo para quem depois do treino não tem tempo para fazer uma refeição de faca e garfo.

 

Mas pondo esta opção de lado, a refeição pós-treino deve obedecer a regras simples: proteína para ajudar à recuperação muscular e reconstrução das fibras musculares que foram “danificadas” (atum, frango, ovos, claras, queijo fresco…), hidratos de carbono para repor as reservas de glicogénio (aveia, arroz, banana, pão) e água para reidratar. Simples. Depois, compor tudo isto depende muito do gosto de cada um. Sem complicar ou seguir regras demasiado estritas.

 

Após o jogo contra a Bélgica, os jogadores da seleção nacional de futebol tinham à sua espera nada mais nada menos do que pizzas. Foi essa a sua refeição depois do desgaste do jogo

 

Um exemplo que serve para ilustrar que não há certo ou errado e cada um tem de optar pelo que mais gosta ou funciona melhor para si:

 

Há dias, em conversa com um profissional de nutrição que é responsável pela definição da alimentação de TODAS as seleções nacionais de futebol, ele revelava-me que o menu dos jogadores portugueses da seleção A depois do encontro amigável com a Bélgica foi pizza de massa de farinha branca (para rápida reposição das reservas de glicogénio) e atum ou frango (proteína). À parte disto, muita água e bebidas isotónicas (reposição dos níveis de sódio perdidos pelo suor) e fruta (hidratos de carbono). Sem complicações.

 

Da minha parte, o que eu comi ainda antes de escrever este texto foi uma tigela com queijo quark, 15grs de proteína whey, aveia e banana. E estou aqui satisfeitinho!